quinta-feira, 30 de setembro de 2010
terça-feira, 28 de setembro de 2010
terça-feira, 7 de julho de 2009
Arido...
quinta-feira, 19 de março de 2009
Estranho e calmo...
Embora não caiba mais relatar coisas que não digo, falo de mim mesmo pra ninguém. É tão sórdido esse clima, sol e neblina. Gotejam suor do corpo imóvel após o ato, que parte de nós se contempla aqui? Nomes, jeitos, defeitos... Em passos árduos é que caminho, te busco, te acho e desisto. Então o que faço? Agora é tão chato o que antes era bom, oscilo, sei! Vacilo, e quem não? Contas são contas, pessoas, realmente são pessoas, números, projetos íntimos de dois, volúvel, volúvel, volúvel... Tão estranho e tão calmo...Comum...
O que há de errado? Já me acostumei com um silêncio de vozes, já me contentei com rostos em multidão. Tanto faz pra mim, o alegre dia de chuva ou o triste dia de sol. É mais que bem-querer, é querer bem, só não sei fazer parte afinal do que queres de mim. Me deixa solto pra ver o tempo correr e perceber o que há para me oferecer, envelheço com os dias para ver até aonde vamos chegar. O que me importa, possa ser que você nunca entenda, são complicados assim. E o querer nem sempre é a verdade do querer, mesmo sem datas, nos tornamos perecíveis ao desgaste cotidiano e só hoje ainda quero, amanhã não se sabe o quanto irei querer. Não se afastes de mim, apenas deixe...Casa vazia...
Cada dia calmo é o oposto do que tenho nas mãos, vontade de ser um sol e aquecer de fora pra dentro. É no silêncio da noite que ela chega, metade vazia sem saudades do que viveu no dia. Espero o novo chegar mas ainda é cedo, pra partir, deixar você aqui ao menos longe, de forma que a lembrança não alcance. Não há querer que não seja só por solidão, nem palavras ditas "eu amo você", por que os dias não são mais vestígios do que não quero lembrar. Te dei uma casa vazia, um sentimento em forma de lar, que não abriga, mas serve de estadia para você ficar até amanhecer o que ainda há entre nós...uma janela aberta de uma casa vazia, onde não existe morada, apenas estadias...domingo, 15 de março de 2009
Oceano...
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Era apenas um afeto...
O que se muda ao cair da tarde, ouvindo rumores de você, que não sabe o porque dessas horas que se vão feito noite. Se esse relógio marcar as horas que não me dediquei a olhar de olhos fechados para o que se tem nas mãos, feito muralhas infinitas que separam o eu de você, verá a falta de afeto que afeta o querer. Amiga distância que tempo tem para mim, que nos conforma a entender que era medo de querer alguém, e tão duvidoso assim ela foge de mim, as horas que separam os pensamentos em vão. Tentei mudar a mim mesmo por entre tanto saber que era mesmo confuso querer ficar aqui, mas é preciso ir quando o tempo termina. E as pessoas aonde estão com seus receios, tentando serem felizes assim mesmo, o que é estar só não é ser sozinho e o que é estar somente juntos é só busca de carinho...sábado, 21 de fevereiro de 2009
Velha casa...

Minha velha casa é o meu sentimento, nas paredes do quarto é onde abordo teu corpo, despindo tua alma. São toques mútuos agindo como reflexo, é carne, é febre, é pele, é lúdico caminhar por entre lençóis desalinhados. Hoje de ti é bom ter teu sexo, delinear cada curva, boca, cheiro, suor, desejos. Somos imorais enquanto jovens mascarados por linhas dúbias, paralelas de um quarto. Você é sádica e eu romântico, você é sonhadora e eu indecente e assim com um pouco de cada, nos permitimos tudo. Mas o bom mesmo é a velha casa, é essa verdade que procuramos, quando tudo passar e envelhecermos. Ai sim iremos entender o que é realmente ter alguém...ter abrigo, porque as historias já se misturaram tanto a ponto de não ser possível detectar qual parte é a de quem...
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Tão perto de dois...
O tempo sem você são dias que passam por mim, como um vento vindo de outra direção, traz o silêncio no sorriso então. Vem o verbo sentir, me ensinar a querer você tão perto assim, somos o que restou de cada um que por aqui passou. Me ensina a ver você como não consegui ver ninguém, de tão perto assim e de tão longe reconhecer seu andar vindo nessa direção. E o que será de amanhã quando brilhar o dia ou que seja chuva, qual o sentido de dois tão pertos assim como se fossem um... Me ensina a permanecer.domingo, 28 de dezembro de 2008
Desejo Intelecto...
O que fará de mim esse desejo ébrio, que me leva a lugares afins? Hoje deitarei na cama do seu contemplo, onde observo tuas palavras as quais me causam piloereção no meu mais íntimo pêlo abdômen, e quem de ti me transforma no eu que venero você. Entre gozos e conceitos do que mais quero sentir seu mais puro intelecto sem pudor de mim, a ponto de me seduzir e saciar o meu ego. Desperta em mim o mais puro desejo intelecto que sinto por ti...segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Quando chegar...
O que é pleno, é comum e para mim não é qualquer um...você. Que felicidade é essa mansa que me acalma em silêncio e é óbvio de que esteve aqui, por entre meus pensamentos, lugar comum que depositei você dentro de mim feito alegria, fazendo pulsar aquele órgão que so pulsava por movimentos involuntários...coração o que há de novo aqui? É pleno o dia amanhece mais uma vez, e ao levantar vejo bom dia! O que seria então recomeçar e que esse caminho nos leve, trará formas não geográficas da geometria de um lugar, onde iremos estar quando o tempo passar e então chegar o momento certo. É plena a vida que faz desejar um cheiro pra lembrar, identificar você, quando chegar e então iremos lembrar mesmo sem saber de que era mesmo tudo isso que queriamos... quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Maturitate...
Hoje acordei e dei de cara com meus anseios, parte de mim já não estava lá, talvez se perdera na noite passada, tão sutil que só agora vim perceber. O que havia de estranho nesse novo sentimento, nessa nova vontade? Nem ao certo saberia responder, que acomodação externa é essa que se depara com a inquietação interna que se mostra dentro e fora de mim? Hoje acordei mais intenso, porém mais calmo. Estranho como pela primeira vez me cabia um belo terno de comportamento, onde estão as bermudas e tenis de sentimentos? estranho, eles não dão mais em mim. O que mudou afinal? Hoje acordei como um velho jeans, cobinado a camisa e sapatos sociais...sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Quanto tempo dura um amor correspondido...
Veja você quantos amores já passaram em sua vida e ainda assim se encontra só, seria bom ou ruim? Perambular por entre Anas, Marias, Joanas... pessoas especiais que a vida proporciona, mas sem ter um porto certo para ficar e vão e vem. Já nem sente calor, já nem sente frio, bem vindo a um lugar qualquer onde vagueiam vontades próprias do que te faz diferente a se questionar, até aonde iremos chegar, a passar por mais alguém que te fará bem e quando deixar e ir mais uma vez, levará lembranças do que ficou perdido no tempo que durou. Quanto tempo dura um amor, uma paixão correspondida que nos devora, acalma, acaba e vai embora para fazer parte de um novo alguém e assim continuamos a seguir. Não há nada que nos prenda, será bom ou ruim? Mas veja só quantas lembranças de tantas pessoas que ficaram gravadas em ti, um tom, um cheiro, gestos, toques, olhares, diferentes lembraças desse amor vivo, mesmo ausente. De cada corpo que tocou, em cada boca que sentiu e que ouviu pronunciar teu nome e o reflexo de cada olhar a marcar os momentos intensos a dois. Então deixar a vida assim levar seguindo seu rumo e afinal você é de quem? Rua Deserta..
Vou construir um muro das ruínas que deixei, para separar-me do que sinto, saudades intermináveis de ninguém. Atravessar a rua deserta de mãos dadas com o silêncio, ter como abrigo então o tempo, que devora a juventude de nós. Sair à noite como um tiro perdido capaz de alvejar qualquer lugar que se encontre na trajetória do olhar tímido afinal. Deletar dos meus futuros poemas os nome que nunca chamei. A rua é deserta para você e meu coração se tornou um ponto coletivo, onde não se tem ninguém a esperar a chegada desse teu ônibus de ilusões, trazendo aceso no letreiro, o endereço dessa rua que já fez sentido para nós, mas que não nos leva a mais nenhum lugar e agora só resta caminhar pela rua deserta de mãos dadas com o silêncio da nossa voz...quinta-feira, 20 de novembro de 2008
O caminho do "eu sozinho"...
Trago rosas e seus espinhos para que contemple e tenha cuidado ao tocar, deixo as pedras no caminho, são marcas de cada lugar. Vejo um solitário sol aquecendo e contemplado por milhares que estão sozinhos, nesse caminho existem flores e espinhos, os dois lados da moeda, nós dois, nós três, milhares. Preciso encontrar o "eu sozinho" nessa viagem e conhecer a quem não me conhece. Trago novas novidades, tão velhas para mim. É a puberdade da maior idade do homem entre o seu caminho, talvez já fizeste "trinta" e só agora percebeu que existe algo entre o antes e o agora eu. Vou seguir por essa estrada, vejo novas cores, flores, rostos, caminhos e quem vai estar aonde chegar. No lugar onde existe rima, é a vida. Deixo para trás amores, amizades, lugares, flores e espinhos, saudaes, lembranças e vontades. Aos corações que não deram certo, e aos que insistem em querer. Me tenhas só por um momento mas deixe-me seguir, nada a mais aqui me prende, não me entende. Ser como sol, ser como um dia, ser bom ou ruim. Será que existe então um grande sentimento que não seja tão egoísta assim, te querer como me queres só pra ti. Nesse momento é preciso seguir como o "eu sozinho" nessa estrada, por esse caminho. Para depois ser um eu de nós, talvez dois. Porque falar de relações se existe tempo certo para cada momento, então porque se preocupar em me prender entre o eu e você, não me culpe, não se culpe. Por um tempo preciso seguir assim e quem sabe talvez encontre uma razão para ficar, em algum lugar pelo caminho dessa estrada. Pessoas vão e vem, quero desfrutar o eu sozinho e no momento não ser de ninguém... Me desculpe mas preciso caminhar por esse caminho só, para depois ser dois, sempre existirá alguém percorrendo o mesmo caminho, em contrária direção e nessa estrada quem vai se encontrar e quem irá fazer o outro mudar de caminho e mudar assim a direção do "eu sozinho"? Não me responda...deixa apenas acontecer.Toda estrada na vida é um caminho, cheio de acontecimentos, fatos e momentos, as vezes nos prendemos a algo, lugares, pessoas, mas tudo tem seu tempo de permanecer no mesmo lugar. Deixar de fato não é simplesmente mudar, esquecer, reformar, é uma inquietação que nos faz levar a busca desse caminho, possa ser que nessa estrada, exista alguém, algo ou simplesmente um lugar. Andar sozinho não é estar só e sim momentos de reflexões e mudanças de algo que se espera adiante. Não estar preso ao que passou seja o que for, sempre iremos mudar. Todo dia nasce o mesmo sol, mas nunca é o mesmo dia. A verdadeira felicidade se depara no decorrer da estrada da vida as vezes despercebida pela cegueira voltada ao objetivo da chegada em algum lugar. Quero contemplar o caminho e as paisagens que me forem dadas, aos lugares, as pessoas, cada coisa, cada um em cada momento, com seus significados e importância e quero também aprender a contemplar e lapidar o eu sozinho e quem sabe então ser paisagem da estrada a ser observada por um outro alguém, talvez contemple, talvez nem perceba ou talvez seja o ponto de parada de alguma estrada...ser feliz é acordar cada dia e saber que nos temos como companhia e quem sabe assim talvez um dia alguém nos tenha e nos faça deixar de percorrer essa estrada, visto que por fim foi chegado ao lugar, talvez passageiro como algumas estadias, talvez definitivo como uma morada...Mas pra isso é preciso seguir sozinho.
sábado, 15 de novembro de 2008
Desejo...
Hoje quero despir-me de mim mesmo, quero falar dos meus desejos, anseios, vontades que me sufocam. Quero me expor, quero teu cheiro, corpo feminino, nada temo, assumo o que desejo, teu sexo, teu cheiro. Quero sentir teu pêlo perfurando minha pele, entreabrir-te, penetrar suas vontades, retirar suas vestes. Fazer de você meu brinquedo na vitrine com olhar de criança que te vejo, fazer sentir. Quero sim sentir tua boca perambular por entre meus dedos, poder assim tocar teus lábios, teus dentes, apertar com minhas mãos teu ventre. Sim, nos teus seios quero aconchego e porque não acomodar meus lábios, por onde escorrem em ti minha boca, a mesma que pronuncia palavras loucas dizendo a ti o quanto te desejo...sábado, 1 de novembro de 2008
Incondicional...
Não olhe para mim como se eu fosse uma descoberta, não trago flores nem novidades para seus olhos cansados, não me aprisione nesse elo imaginário entre nós, para sempre é tempo demais, nem tampouco tente decifrar meus sentimentos. Deixe a porta aberta, talvez necessite sair, aqui é seu lugar no qual meu caminho é só passagem. Olhe para mim, não trago novidades para você, deixe-me ser assim, seus olhos cansados já não tem noção dessa distância, livre ainda pode tentar...mas não me olhe como se eu fosse uma descoberta.domingo, 26 de outubro de 2008
Ainda Lembro...
Tocar assim a intimidade de um corpo é penetrar em si a intimidade de um outro, porém não há lugar nem futuro para o que tenho, sem morada em seus anseios, longe de ti tenho-me perto, porém distante do que já não tenho. Trago mãos vazias sem o afago do seu rosto, já não sinto gosto, não sinto frio, mas lembro do teu cheiro saudoso. É tarde, já não te tenho e nem me possuo. Me perdi pra ti nas horas vagas da saudade silenciosa que me devora. Torno-me cego, já não te enxergo em minha trajetória, mas relembro do teu sexo que me prende e me liga ao teu sentido, no calor do teu corpo onde já não percorrem mais minhas mãos, de outrora outros porém deliniam curvas que já não sinto, já nem tenho a dimensão desse vazio. Vou embora para fora dos sentidos, maldita lembrança que me devora e compara o que hoje tenho, aliás nem tenho, só momentos. Talvez só sexo me consola e quando acaba vai embora e percebo que nada tenho, é então que de ti ainda lembro.sábado, 25 de outubro de 2008
Lembranças...
Ainda lembro do que passou, estrada a fora a caminhar em busca de palavras oriundas de lábios que nunca toquei. Qual o som da voz que ainda não escutei, se não é dela então não sei de quem...a estrada que me leva por entre janela de paisagens que ganham forma a cada curva, cada placa a sinalizar a distância e o lugar, ainda lembro o que passou...
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