terça-feira, 19 de agosto de 2008

Virando bom dia...


Vamos festejar a cura desse amor que virou bom dia, vamos festejar o dia que já vai chegar e trazendo de volta os sentimentos que alguém um dia nos fez sentir. Como o desejo úmido da sua pele e o teu cheiro de fantasia leve, eu quero te tocar. Quero ver tua rima, entre os espasmos do teu corpo e o teu olhar, quero estar dentro de ti como um encaixe perfeito, e quem de nós devora quem? já perdemos a poesia, mas os lençóis ainda estão fora de lugar. Não iremos prometer amor a um dia que não sabemos, como irá terminá. Vamos viver só de alegria e despir essa agonia...vamos nos devorar, com o silêncio fixo em cada olhar, bocas que se abrem sem dizer palavras, apenas toques, sussurros e gemidos. Não queremos mais viver essa situação, chega de planos e futuros, vamos viver cada segundo, vamos nos curar desse amor que nos aprisiona e faz sofrer, vamos nos querer por sermos presentes e ao mesmo tempo ausentes, porque é mais gostoso com você...Vamos virar bom dia e trazer de volta o sorriso em nossos dias.

domingo, 10 de agosto de 2008

Um amor novo...


Quero um amor novo, um novo rosto, um nome que ainda não chamei, uma voz que ainda não ouvi, um cheiro que ainda não senti, sim quero um amor novo. Descobrir o gosto de um novo beijo, um novo desejo, um olhar novo, uma nova companhia e nele observar cada detalhes de um novo alguém. Sorri pra ti pra começar o dia e ver chegar quem faz bem, quero o amor de uma mulher madura mas que seja um amor adolescente também. Quero um amor que não me diga te amo todos os dias, para que eu possa conquistar diariamente, mas que demonstre o quanto é bom estar ao meu lado, que faça cara feia quando eu chegar tarde em casa mas que abra um sorriso quando lhe pedir desculpas. Quero um amor de uma mulher "perfeitinha" como todas as mulheres são, com todos os seus problemas que qualquer uma tem, quero um amor de TPM para que nem tudo seja perfeito, que demore horas em um salão só para arrumar os cabelos, que demore para decidir com que roupa vai sair, que me faça ir a festas insuportáveis como aniversários, batizados e casamentos, mas que me faça ir só para estar ao seu lado, que escolha um dos meus amigos para implicar, achando que ele por ser solteiro e mulherengo seja uma má companhia para mim, mas que seja um amor novo...

Blusa, botões e pele...


Devoro o laço que convém...prazer inflável de um bem, seja um de antes, seja outro como for. Estamos estacionados frente a frente e agora o que iremos dizer, o que lhe cabe nessa hora em que olhou o olho que olhou outro olhar também. Vamos começar com um sorriso em que rima tem cheiro de pessoas, o perfume que ficou na blusa e ao chegar em casa vamos nos lembrar do que nos fez bem. E aquela blusa amarela feito vento, sol e cor, lembra a tarde que pintou feito um quadro, um retrato que ninguém revelou e lá se vão as ondas e ela faz fluir facilmente o dia por qualquer direção. Devoro o laço que convém, desato a blusa que te tem...

sábado, 9 de agosto de 2008

Vestígios...


Hoje foi sim para o não que já sabia, ainda sinto sono depois de noites mal dormidas entre os canteiros dos dias pensantes. Como companhia, um trevo, um dardo e um alvo, refiz a bagagem e nela ainda vestígios das viagens passadas, peças de roupas que não foram guardadas. Hoje irei pra noite e virá a decisão entre o acalento da sua presença e as noites em que irei sair por ai a me dividir por entre pessoas, preciso de alguém com olhares insinuosos e sorriso jocoso, mas que não me fale dos seus problemas, alguém que quando formos embora sejamos apenas vestígios...

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Fora do ar...


Mesmo sem saber, vou deixar passar a flores que você desejou, é tudo tão diferente que a gente ainda pode acreditar no que ficou e esse é um espaço que não consigo esquecer. É como ver marés indo e vindo mas não é mais a mesma. Quem um dia gostar de alguém, assim como nós e ver tudo ruir no silêncio das manhãs em que acordamos sem ninguém, acompanhados de outros, porém vamos viver onde o tempo não para, chegamos a sentir raiva de quem antes só nos fez bem. Quero que guardes em ti um bom lugar pra mim assim como guardo um também e quando recomeçar a sorrir que o sol irá aquecer seu coração e tirar o medo que você tem e te apresentar um alguém que te fará bem. Assim como as ondas elas vão e vem e aonde estão seus pés entre as lembranças dos lugares em que esteve e o que vai mudar entre nós já mudou... É estranho carregar fragmentos de alguém como silêncio do que já não se tem...vermelho é a deixa pra você se identificar, é a cor que mais lhe convém. Te desejo tudo de bom, o melhor que a vida tem e quando eu voltar fora do ar, as pessoas vão acreditar novamente no que digo/sinto e não mais irei machucar nem sequer um outro alguém...

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Antinomia


Vamos dar um tempo preciso me afastar de mim, seus passos já não são mais tão seguros, me levam a lugares que nem mesmo sei por onde caminhar. Será que não percebeu que chegou tão distante agora pra retroceder, preciso me afastar de mim, como já não preciso desse desespero de bónus que você me causou, tanto que te avisei, você não escutou, não quis parar pra se ouvir. Agora os seus desafetos circulam por entre verso de malfadadas linhas (antinomia) como ácido que corroí meus pensamentos envolto de uma armadura pesada. Ser louco como flutuar no "heaven" e depois descer ao mais fundo "hell" só para buscar você que já se perdeu, sou sua segunda pele e a quanto tempo você me veste. Mas a minha lucidez é meu maior castigo, pelas noites que tenho completa embriagues de lucidez, as vezes é como se estar no meio de uma ponte e não saber qual dos dois lados é o destino ou a origem. Perdoa a minha completa falta de sensatez, mas hoje irei acordar primeiro que você e sair sem te dizer boa dia...preciso me afastar de mim.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Desamor...


Pessoas em lugares comuns, são erros que devemos evitar ao deixar a porta aberta. Tá tudo fora de lugar, mas o dia vem e traz a noite também paralelo ao que não vem. São quatro da manhã acordo e você do meu lado, já não sei porque ainda estamos aqui, nem o que ainda nos prende. Apenas uma linha imaginária no tempo que não nos leva mais a lugar algum, pego minhas coisas e me visto enquanto você ainda dorme. Velo teu sono por alguns segundos antes de deixar para trás a imagem do teu corpo meio descoberto entre os lençóis dessa cama que não nos comporta mais, tentando entender como que tudo isso se consumiu assim, feito papel em chamas restando apenas as cinzas que se desfazem no ar, antes mesmo de tocarem ao chão. O que se perde sem virar carinho e quando se tem pressa para ir embora, deixando de falar o quanto foi ruim...

domingo, 3 de agosto de 2008

O que é Amor...


Me diz como é e de que forma irá chegar, sem pedir licença, adentrar a porta aberta e aquecer o frio da sala de estar. Então me diz como irei te reconhecer e o que terei que fazer para evitar que vá embora mais uma vez, ou seria melhor que fosse, deixar você visitar outros lares e não a mim. Será que o Amor é somente "palavras ditas"?

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Agosto...


Definitivamente chega Agosto, que nome estranho soa o timbre desse mês e o que seria de mim se não o fosse assim. Alguns o chamam de o mês do "cachorro louco", outros desgosto, simplesmente o chamo de Agosto, é tão mágico e ao mesmo tempo singular circular por entre ele, minha casa, minha morada, meus anseios, meus desejos, meu caminhar perfeito em flerte com a imperfeição. As vezes te venero, as vezes te ignoro, as vezes me mutuo em formas incondicionais que se espalham por ai entre milhões de pessoas que não possuo. Já não possuo ninguém, nem a mim mesmo me pertenço mais, pertenço à Agosto de tal forma e seriedade que jamais revelei a ti, só você e mais ninguém me conhece conscientemente a inconsciência do que sinto e até aqui me fez chegar. Olhe para mim e diga na minha cara que nada sei, te direi que sei bem mais do que imagina, não ignore a minha força diante a minha pseudo fragilidade. Cuidado! guardo o silêncio de um crime amargo dentro de mim, tão doce quanto cálido. Sim! matei-me por motivos passionais mas reencarnei seguidamente na mesma vida aqui presente, alguns pensam que ainda sou o mesmo, nem eu mesmo já nem sei quem sou. Seriam devaneios ou porque não mesmo chamar de loucura o que sinto agora de fora pra dentro, porque de dentro pra fora tudo se calou. Ah! solitário Agosto preciso de você para me refazer aos poucos devido aos pedaços de mim que perdi por outros meses em que vivi. E você que me viu menino no primeiro suspiro ao chegar aqui naquela tarde de um domingo chuvoso, que por ironia é o dia que tenho menos gosto. Talvez porque me reconheça nele, ao cair da tarde. É estranho mas me sinto seguro dentro de ti, é como estar dentro de casa, e agora tu me faz Homem, mas não pense que por ter me dado tudo foste tão bom pra mim, mesmo assim te respeito porque sei que me respeita apesar de nossa real aproximação. Somos distantes dos demais e as vezes até de nós mesmos. Isso nos faz forte, também nos derrota, mas é a ti que defendo. Que animal estúpido e preguiçoso simboliza a ti, porém, belo e majestoso. Me faz rir! És Reis de que? de uma selva domável que por si só se governa sem precisar de ti? Não quero ser essa caricatura metafórica de um rei tolo quase bobo, prefiro ser o Lobo e viver por entre a noite a espreita do perigo sem um menor resquício de medo. Mas porque Agosto? Porque me deste um coração pra entrar em conflito com tudo isso e me fazer andar por contradição entre a razão e o sentimento?...Seja bem vindo Agosto!

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Sim ou não...


São palavras opostas ao dizer não, ninguém percebe e nem ver, que está tudo aqui a um segundo do coração. É a hora certa de decidir, dizer sim ou não, cada palavra que mora no peito de quem respira a lembrança do cheiro de outro alguém. E o sabor da voz que não vem, vestígios na pele no toque de leve, como ter a senha para se tocarem, acesso livre para o que ninguém mais tem. É só dizer sim ou não...a um segundo do coração.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Quando os dias são mais flores...


Os dias são mais flores quando o sorriso vem de um outro alguém, passa o tempo e você vem, para o novo dia que ainda vai chegar, amanhecendo com você depois de caminhar por entre ruas sem nomes e sem direção. Eu vejo tua mão segurar a minha pela primeira vez quando tudo se cala e o sinal abre, você sorri, e aqueles olhos que vem na minha direção, dizem palavras de interrogação. Será que vai rolar? deixa acontecer, não se afaste de mim, que não me afasto de você. Deixa rolar então mesmo sem jeito, os olhares irão conversar o mesmo diálogo em braile das nossas mãos. Os dias são mais flores quando te vejo, é o diálogo perfeito, olhos e mãos, o resto é contemplação...

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Ela...


Chega de mansinho e entra sem pedir licença e vai ficando, as palavras que direi ao olhar teu rosto nu, me fará mergulhar na imensidão desse seu olhar, rouba minha alma pra você, me faz sentir outra vez o que já perdi, me leva para bem longe de mim. Quero recomeçar mergulhando em tua boca vermelha, que me entonteia e me faz viajar, pro silencio do teu corpo, aonde quero estar. Vem quando a noite chegar e use seus artificios para que eu não possa me defender, não vou lutar contra você, vou deixar que me vença, porque se eu perco ganho você...

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Sossego...


Hoje fui embora daquela casinha sem teto, sem móveis, sem cor, sem flor, que você me deixou antes de partir, onde as paredes de lembranças já não traziam segurança, nem abrigo. Joguei fora as roupas que já não me vestiam bem, roupas que um dia me vestiram, mas que hoje já não me identifico. Nessa cama sem afagos já não durmo mais, resta saber em qual noite essa casa virou ruínas, parecia tão sólida que nada iria abalar... Bastou um simples vento e tudo veio ao chão. Então fiz definitivamente minha bagagem, preciso ganhar tempo, o mesmo que perdi esperando você voltar, sentado na varanda dessa casinha que agora deixo pra trás levando comigo sossego....

terça-feira, 22 de julho de 2008

Dentro de mim II...

Dentro de mim, mora um rei sem reinado e sem coroa, apenas um castelo de areia para governar, no silêncio das noites que passo a te procurar, enquanto você não vem. Construí muros altos para me proteger e acho que afastei você de mim, mas irei mandar derrubar todas as muralhas que impedem de você me enxergar dentro de mim. talvez seja hora de deixar esse rei sem coroa e ser o bobo da corte ao tentar conquistar um novo coração. Não quero invadir as terras de ninguém, quero caminhar livre então e deixar aberto o reinado do meu coração para quem queira governar...

domingo, 20 de julho de 2008

No mesmo lugar...


Para a chuva o caos dos meu receios que me molham, Para o beijo a lembrança do desejo que me devora, para a escuridão não existe medo, se tenho segura a sua mão. Por você fecharia os olhos e andaria por qualquer direção, me jogaria no abismo da indecisão, correria em ziguezague pela contramão, seguiria o teu cheiro feito segue seu dono o cão, Colocaria o primeiro tijolo, da reconstrução. Ventos que sompram meus pensamentos naquela direção, para tocar o seu corpo então como um primeiro beijo, ainda tímido porém cheio de desejos de devoração. Quero correr mil quilometros, até cansar meu coração e ter um infarto perfeito de amor, e só me reanimar com seu beijo, ter seu sorriso bom dia! Abre a janela e deixa passar o dia, trazendo calor e vida. É preciso acordar todo mundo, para ver o sol nascendo trazendo esse novo dia. Abre essa porta e entra, nem precisa pedir licença, suas coisas ainda continuam no mesmo lugar...

sábado, 19 de julho de 2008

Longe de mais das casas vermelhas...


Parece inevitável o segundo que segue para poder saber, que o silencio abriga as palavras que guardo para você, é tortuoso o meio utilizado para te proteger, daquelas calças vermelhas, do sentido que ela tem, das noites imperfeitas companhias de outro alguém. Ela não vai desfilar em nenhuma passarela e por quanto tempo pago para te proteger de suas calças vermelhas, das noites imperfeitas na companhia de outro alguém. Não é essa marca da vida que ela tem, esse sorriso morno, servindo somente de agrado por alguns minutos pagos em uma noite imperfeita naquela casa vermelha. Ela não é dela, nem é de ninguém.

* Triste saber que algumas mulheres vendem seu corpo, que alguns homens pagam por um gozo, vida estúpida por entre vagar em noite imperfeitas, onde os valores se deturpam, onde já não se tem valor, triste saber que pessoas são objetos de apenas desejos momentâneo, onde já não se tem mais nada, nem mesmo já não se sente a dor, triste caminhar por entre as ruas desertas cercado de milhares de pessoas em busca de um nada imediato, alivio de uma noite sem fim, por entre bares, becos e avenidas, onde carros velozes deslizam em suas luzes artificiais. Até onde vai a nossa vida?

terça-feira, 15 de julho de 2008

Fênix!


Das cinzas que alimentam ao preparo de um novo voo, renascido mais forte, áspero, ágil e de olhares noturnos. Não me queimas, não me queimas mais, são poéticas suas chamas, que consome em fogo as vestes frágeis que já não cabiam entre o despertar. É frio, é forte, é justo, severo, atento! Asas flamaveis que cortam o ar insosso feito navalha em brasa, quem detém, quem detém? Nada! Ávido decola em um mergulho inverso saindo assim do abismo que te aprisionava, carregando em ti, minha alma...Fênix!

domingo, 13 de julho de 2008

Miragem...


Agora vejo quanto tempo levei, para lutar contra esses sentimentos superficiais que circulam por entre nós, desejos imediatos, de soluções práticas e rápidas. Agora sei de que minha luta foi em vão, me moldei pra quem afinal? Esse tempo já não me pertece, já não consigo mais acreditar em certas coisas que as pessoas dizem, principalmente em relação ao que sentem. Hoje decidi deixar de lado qualquer sentimento ou vontade a dois, já não quero mais perder tempo com algo assim, deve existir um propósito maior na vida, algo que tenhamos que fazer, as vezes sinto que seja esse o caminho, deixar de lado sonhos, vontades normais de todos, realizações profissionais e familia, sim familia, mas para isso seria preciso ter novamente a confiança, mas acho que isso se perdeu em mim, já não consigo mais acreditar no que me digam. É como caminhar por um longo caminho arduo e depois de muito tempo quase que já sem esperança avistar no longe um abrigo, dando novos animos para continuar, mas ao chegar e abrir a porta não há nada por dentro desse abrigo, nem sequer há esse abrigo, foi tudo uma miragem...

sábado, 12 de julho de 2008

Pedras...


Hoje fiz minha mala, dentro dela coloquei pedras, planos e necessidades, poucas lembranças. Deixei pra trás o que já não acredito mais, sonhos, sentimentos, a sensação de que carrego agora é a mesma de quando descobri, que as nuvens não eram de algodão, ainda quando criança, acreditamos em tanta coisa, mas tem coisas que não dar mais para acreditar, talvez seja preciso caminhar por um bom tempo sozinho, é como se algo se fechasse aqui dentro, nem raiva nem euforia, nem coragem nem medo, é meio que uma vontade de gritar de fora pra dentro, a estrada agora é uma linha reta, as curvas que se insinuam já não existem mais. A hora de partir é agora, reflexos ofuscam em minha direção mas ainda vejo as faixas do asfalto, é bem melhor rodar a noite, calma e silenciosa, gosto do cair da noite e nascer do dia, imagens de transição. Agora sim é desapego ao que me prende, pessoas, estão em todos os cantos, mas já não causam mais aquela emoção de antes, era interessante observa-las, mas se perdeu a graça, elas já não me empolgam mais. Tão bom agora ouvir o silêncio que faz aqui, agora sim consigo entender mais o abstrato, as vezes é bom caminhar por entre pedras, no momento é a companhia de que preciso, algumas já carrego na mala...

Aprender...

Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma.
E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança.
E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes, não são promessas.
E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.
E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.
E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam...
E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso.
Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobre que leva-se anos para construir confiança e apenas segundos para destrui-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida.
Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.
E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem da vida.
E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.
Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa - por isso, sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos.
Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos.
Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.
Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.
Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve.
Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.
Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências.
Aprende que paciência requer muita prática.
Descobre que algumas vezes, a pessoa que você espera que o chute quando você cai, é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.
Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas, do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel.
Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.
Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás. Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.
E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.
E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!

W. Shakespeare

A palavra certa...

Atravesso a noite com um verso
Que não se resolve
Na outra mão as flores
Como se flores bastassem
Eu espero
E espero
Não funcionam luzes, telefones
Nada se resolve
Trens parados, carros enguiçados
Aviões no pátio esperam
E esperam
A chave que abre o céu
D´aonde caem as palavras
A palavra certa
Que faça o mundo andar
(Herbet Vianna)

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Nós...


Antes era silêncio, não haviam imagens, formas, cores e você
Antes era nada, não havia saber, nome, endereços e eu
O meu nada transformou-se no meu tudo,
À medida que eu descobria em ti um pouco de mim,
Então passei a ter forma, ganhei cores e nome
E já não mais existia silêncio entre você e eu
A cada dia íamos construindo nossas formas,
modelávamos cada parte com a experiência do dia-a-dia
minhas mãos construíam teu corpo, tua face, tua alegria
E os nossos dias se misturavam, como se fossem agora um só
E passamos a ter o mesmo sol e mesma lua,
Mas ainda não tínhamos o tato, contato que nos separava
Para vencermos a distância, ficávamos com a riqueza das palavras
dizíamos e ouvíamos aquilo que a cada instante nos motivava.
Palavras doces, palavras quentes, que faziam com que sentíssemos presentes
E a distancia não mais existia, porque em mim você já estava presente
Então nossas formas foram se misturando
e já não sabíamos qual parte pertencia a quem
Mesmo sem termos o tato, mas tínhamos as sensações
sensações essas que faziam com q nos sentíssemos melhores do que realmente somos,
que faziam nossos olhos brilharem diante das atitudes simples, das palavras belas,
das homenagens sinceras, sensações boas e cativantes que alimentavam a alma a cada instante
Foi quando se uniram duas estradas e cada metade vindo de uma direção, o que era sonho agora se tornaria real.
Entre duas estradas uma cidade, cenário na maior realização
O que era palavra tornou-se olhar, cada toque,cada sorriso, cada sentido, preparado para amar, amamo-nos como nunca amamos ninguém, as peles se misturaram e agora eram uma só
abraçávamos na ânsia de sugar o que de melhor havia no outro
nossos corpos agora pertenciam um ao outro e já não mais se diferenciavam devido ao encaixe perfeito, dois corpos, dois corações e um só sentimento...

*Nem sempre a intensidade de um sentimento é garantia de que ele dure, mas que o momento que durou seja eterno nas lembranças...

terça-feira, 8 de julho de 2008

Recomeçar...


Vida me leve a um lugar, aonde possa recomeçar distante de ficar, aqui parado no mesmo lugar. Me leve pra bem longe, perto de você, onde só tenha a sua companhia. Quero recomeçar, você já me ensinou, agora quero te mostrar do que sou capaz e aprendi. Me leve pela estrada desenhada por você, me leve pra bem longe, outro lugar, que a chuva também venha acompanhar, seja bem vindo o vento com sua suave brisa, é toda caricia que preciso e sinto os raios desse sol que irá brilhar por essa estrada que a vida me leva...Me leve pra recomeçar.

domingo, 6 de julho de 2008

Erros...


A vida tem um jeito particular de ensinar, geralmente aprendemos mais quando aprendemos com os erros. Quando pequeno, aprendi que não deveria colocar o dedo na tomada, sempre me avisaram que dava choque, mas só aprendi quando tomei, não precisava disso para aprender, afinal fui avisado. Também aprendi que panelas quentes queimavam, mas só aprendi quando me queimei, aprendi que mentiras não duram e que uma hora seremos desmascarados, mas só aprendi quando sem jeito fui desmentido. Ai vem a fase adulta e achamos que não mais cometeremos erros, maior engano, porque é nessa fase que os erros são os piores e o aprendizado mais severo e muitas vezes doloroso, uma vez conheci alguém o qual não deveria deixar-me envolver, ai vieram os problemas e consequências nas quais aprendi com o erro o que já sabia, depois descobrir que se envolver com alguém só para esquecer alguém era um erro muito estúpido, porque em partes consegui esquecer, mas também fiz alguém sofrer. Depois de um certo tempo descobri que ser o cara certinho era legal, o mais correto, mas sempre ficava só, então achei que era errado ser assim, mudei e achei que agora o certo seria curtir, não levar ninguém a serio, aproveitar, afinal o mais importante era sexo, bom, isso era bem legal, mas um erro, porque descobri que faltava algo e que tudo isso só causava vazio, resolvi não ficar mais somente pelo sexo, iria buscar algo além e então conheci alguém, nossa, tudo parecia perfeito, então fui, romântico, atencioso, e ofereci o máximo e melhor que tinha, mas foi um erro, mas isso não serviu e vi que fiz tudo em vão. Então descobri que agir assim não dava certo, que era errado, que o cara tinha que ser descolado e não ta nem ai, e nunca parecer apaixonado, afinal as mulheres não gostam de caras assim (rs), resolvi ser diferente, ai conheci alguém, nossa! ela era perfeita e as qualidades que lhe cabiam era as que sempre busquei em alguém, bom quando menos percebi já estávamos envolvidos, parecia tudo perfeito, dessa vez não haveria erros. Ela estava apaixonada e eu muito seguro de mim, bom, já tinha vacilado antes, e dessa vez não vacilaria, então não deveria me mostrar muito apegado, essas coisas que o homem não deve ser, porque as mulheres não gostam de caras assim. Bom então falhei em dar atenção, em procurar, estava agindo "certo", afinal o homem não pode ser "fraco", além do mais já havia falhado antes por ter sido apaixonado demais, atencioso demais e essas coisas que a mulher não gosta que o homem faça, afinal tinha que ser o "cara" o senhor da situação. Bom! esse foi o mais estúpido e pior erro que já cometi, não tinha percebido que fui atencioso demais com alguém que não estava muito afim de mim e fui ausente demais com quem realmente gostava de mim. Engraçado, assim como me avisaram que colocar o dedo na tomada dava choque e mesmo assim coloquei, também avisaram que agindo assim estragaria algo que levei tanto tempo para conseguir e no momento que consegui, errei mais uma vez. Talvez essa tenha sido a pior lição que um erro já me ensinou. Não cometam os meus erros, não coloque o dedo na tomada porque dará choque, não coloque a mão em panela quente porque queima, não minta porque você será desmentido, não se envolva com alguém que não se deve se envolver, só te trará problemas, não se envolva com alguém para esquecer outra, você só irá magoa-la e se sentir culpado, não seja tão atencioso e apaixonado com alguém que não quer isso de você, você sofrerá e se tornará chato para esse alguém. Mas mesmo que venha a cometer alguns desses erros , tudo bem, só não cometa o pior de todos, nunca seja ausente nem desatencioso com quem realmente te quer bem, além de você fazer a pessoa que menos merece sofrer, ser magoada, você poderá acabar descobrindo que essa pessoa significa pra você muito mais que se imaginava e ai você irá aprender que a vida nos dar muitas chances, mas em certos casos elas nos dar uma só e essa chance, além de ser a mais importante, ela é única. Não cometam os mesmo erros meus... Amar alguém que te quer tanto não é erro, errado é ser burro e aprender que magoar alguém que nos ama e depois se arrepender não é garantia de que ela ainda irá te querer...

*Se eu ainda soubesse
Como mudar o mundo
Se eu ainda pudesse
Saber um pouco de tudo
Eu voltaria atrás do tempo

Eu não te deixaria
Presa no passado
E arrumaria um jeito
Pra você estar ao meu lado de novo
Eu voltaria no tempo

Pra voltar pra ontem
Sem temer o futuro
E olhar pra hoje
Cheio de orgulho
Eu voltaria atrás do tempo
Eu voltaria atrás
Atrás do tempo

Os nossos erros
Seriam apagados
Nossos primeiros desejos
Ressuscitados
E de novo eu voltaria no tempo

Eu não te deixaria desistir tão fácil
E não te negaria nenhum abraço
De novo
Eu voltaria no tempo

E a gente fez
Nosso futuro
Quase quebrando
O nosso mundo
O nosso mundo
Nosso mundo

Frio e morno...


São "silêncio" os desertos que causei dentro de mim e tentei caminhar por entre areias do querer. De dia é quente, insuportável calor e a noite é fria e sem ninguém. É o que restou e quando for partir, não diga adeus e nem até logo, deixe que o frio acalme o calor que você me deu e que as lembranças do calor me aqueçam do frio que ficou. Vou embora para longe de mim, do que restou e não quero me ter como companhia pelo menos essa noite. Nada vai mudar as cores, é tudo marrom, somente areias, já sem mar. Volto pra casa sem saber como chegar de olhos fechados e por entre meu rosto , escorre um sentimento frio e morno...

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Pra ela voltar...


Desde que ela foi embora, nada mais funcionou
O galo canta muito antes da aurora, e a roupa ainda não secou.
Mesma lua que brilhava lá fora
uma núvem de chuva apagou
O apito do guarda noturno assopra só pra me
lembrar que acabou.
O muro separa o mundo lá fora. A água do poço
secou. O vidro embassa se meus lábios encostam
um beijo que não me tocou.

Diga que é pra ela voltar
que sem ela eu não faço nada bem,
que duas pessoas não deixam de amar,
que uma pessoa só não conta que uma pessoa só não é ninguém.

Escuto um barulho num silêncio que chora não
reconheço esse som, não ouço o riso que ouvia outrora
pois seu sorriso ela levou. Eu entro sozinho e fecho a
porta, acendo a luz e não encontro mais niguém.
Os móveis antigos que morrem na sala estão só pra
me lembrar que acabou.

Diga que é pra ela voltar
que sem ela eu não faço nada
bem, que duas pessoas não deixam de amar,
que uma pessoa só não conta que uma pessoa só não é ninguém.
Não é ninguém.

(Pra ela voltar - Nando Reis)

domingo, 29 de junho de 2008

Ao menos uma vez...


Paginas do tempo, difíceis de virar, palavras de um silencio escrita em algum lugar. O que vai ser bom pra mim? quem sabe onde vou encontrar? O que faz tudo se perder assim, distante em algum lugar, faz voltar a felicidade que um dia esteve aqui, ao menos uma vez...

Outra direção...


Minha vida segue em uma via sem direção, que me leve, já não escolho mais não. Tanto faz se é tarde ou noite, inverno ou verão, que me leve, não importa a direção. Quero sair pela única porta sem olhar pra trás, sem levar saudades, ou deixar amigos, qualquer sentimento que se perca no caminho de outra direção. Não quero ser bom ou ruim, nada que faça gostar de mim, deixe-me passar despercebido, levo minha bagagem pra outra direção e no caminho quero parar para contemplar o nada e que a chuva caia sobre mim, quero sentir suas gotas por mim escorrendo, suave até tocarem o chão e me leve pra outra direção, onde os amores e o passado não irão mais passar por mim, pois já não quero sentir o pulsar invalido desse coração, que seja apenas músculo então a bombear o sangue que há em mim...

Crescer é ruim...


Porque se passam os primeiros anos, já que a vida não é tão divertida assim, ainda lembro quando brincava sem medo de nada a não ser do fantasma debaixo da cama e dos vilões das histórias de infância, mas era tudo tão magico. Porque o tempo passa e as simples coisas perdem a graça e lá vem as multidões, estudos, trabalhos, carros, imóveis e as paixões. Não quero usar o terno de adulto, prefiro as roupas de crianças e o tempo, porque não me leva de volta as lembranças, já que não é mais tão seguro aqui. O que move meu coração, já não sei quem sou e me perdi ao perder o que você transformou. Só preciso andar por um longo tempo só, contemplando somente a paisagem ao redor, talvez precise de algum tempo em silêncio e mesmo quando ta sol faz frio e meu coração já não é mais abrigo para o que restou de mim. Só quero as lembranças de infância porque as de adulto pouco me restou, quando ela foi embora, a esperança de acreditar. Vejo as ruas e já não vejo graça, são milhares de carros que sem razão segue um direção que não me traz ninguém. Essa estrada já não é a mesma, já sem emoções, que me leva a uma viagem em silencio sem contemplar o que esta la fora e da janela vejo vultos das paisagens velozes que já não enchem os meus olhos de contemplação então porque em tão pouco tempo a gente cresce já que crescer é ruim.

sábado, 28 de junho de 2008

Que seja breve...


Já não sinto dor, meu coração morreu pra mim, cai a noite vem, não quero sair nem cuidar de mim. É deixar então que os dias passem e que as noites sejam breve. Já não importa mais por onde vou, meus caminhos são os mesmo. Ser feliz é tudo que se quer, mas que mal porém se faz ao mundo? Ando preso livre em silêncio. Já não tenho em mim uma direção, que os dias sejam breves e lá se foram os sonhos, lá se foram os medos, já não é uma casa, já não é uma estrada. Tanto faz se é dia ou já noite. E se me queres bem, sejam breves os ponteiros que marcam o tempo em vão, já não sei que horas são, nem datas ou dia...tudo é solidão, dentro de mim então.

sábado, 14 de junho de 2008

Não precisa explicação...


Não precisa palavras para explicar então, não precisa explicação...Qual a cor dos segredos que habitam em um coração, são segredos então, que escorrem pelas mãos e não há explicação para o que não se explica então. Por magoar o mundo por entre tantas vezes só, sopra o pó das ruinas dessa construção que mal começou, então não precisa explicação para o que não se explica não. Ela vai embora, a explicação. Não há sentido nos medos que não se explicam. Não...não precisa explicação.

Segunda pele...


Vai mudar o vento que transporta o frio, não importa a chuva, tenho a segunda pele, já não sinto nada. Nem vontade de rir, nem de chorar. As malas estão sobre a mesa, pouco para arrumar, o que ainda resta. Vai tempo frio tocar o rosto de quem já não sente calor. Tenho a segunda pele, não pode me molhar com suas lágrimas de nuvens. Vem ver o sol, já não faz parte dessa paisagem, pisa nas poças e molha os pés. E qual calor seria capaz de aquecer a segunda pele que me aquece do frio que vem daquela direção...

Um segundo...


Nada se transforma mais, quando o tempo já não importa, do que ainda estará por vir. Tempo para poder mudar o silêncio que se instalou aqui, perdidos entre os mesmos fins. Afinal o que há de novo, sendo sempre iguais, os dias parecem não ter fim. Um minuto para poder tentar, um segundo para se arrepender, de coisas que foram ditas e mudar por fim as horas que virão a completar o tempo, em um lugar qualquer. Já não sei quem sou, de tanto já me procurar entre os erros e acertos. Agora o tempo já não cabe em minhas mãos, livre para poder voar e ultrapassar o tempo, seguir sua direção onde os relógios irão marcar horas atemporais e selar o tempo em vão, a me procurar entre rostos nessa multidão. Um dia pra viver em paz, os minutos a completar as horas que não acompanham o tempo, que acabou a um segundo atrás...1,10,15,45...60...

Esquinas...


Por onde me leva essa rua em passos lentos a lembrar dos caminhos que me fizeram chegar aqui, são dezenas de casas com suas portas a se fecharem, o que resta, suas fachadas de cores cinzas, endereços deixados pra trás. É caminhar em frente por onde pessoas vão e vem, no final da rua suas esquinas, contorno oposto que muda uma direção, não é mais essa rua que abriga casa minha. Joguem fora as correspondências que aqui chegarem, não! esse endereço não mais é a minha morada, volto então a perambular por entre ruas. Por quantas casas ainda irei passar? por quantos endereços temporários ainda irei ficar? Joguem fora minhas correspondências, já não tenho endereço certo, já não sei em que rua minha casa ficará. Por quantas vezes ainda irei mudar, esse número já foi minha morada mas não enviem mais cartas para lá, elas não mais me serão entregues. Jogue pra cima minhas correspondências, talvez o vento carregue e alguma chegue até mim, antes que a rua termine e eu alcance a esquina...

domingo, 8 de junho de 2008

Farpado...


Hoje não quero falar de nada, só quero ouvir o silêncio do meu equilíbrio bambo, farpar a segurança que já não tenho, para levar-me a um caminho lá no mais distante onde deixarei cair, as palavras mal ditas. Para sempre ser assim, e não mais cercar com muro de pedras a flor comum de um jardim que já não passa ninguém. E não construirás cercas para murar os sentimentos cercados por um muro imaginário, pois eles irão passar mesmo tendo que caminhar por entre farpados, sem preocupar em machucar-se. Em solado frágil do que antes era, não terá medo de dá o primeiro passo e assim tentar chegar ao outro lado mesmo tendo que caminhar por entre caminhos farpados...meus sentimentos não me machucarão.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Beijo, cores, números e um lugar...


Beijo, cores, números e um lugar para estar longe da multidão, quando amanhecer. Solidão lá fora, tem gente chegando e outras indo embora. Quem vai habitar o lugar desconhecido na noite que me reporta a inocente infância que já perdi nos primeiros raios do amanhecer do dia adulto, que me trouxe o sol, assim como esperanças de um dia melhor. Caminhar por entre pessoas que já não sei o nome, porém pedaços de mim, porque compõem o meu dia e me fazem parecer comum como uma xícara de café ao cair da tarde sempre no mesmo lugar que não me leva a lugar algum, a não ser pra dentro de mim mesmo, desconhecido comum. Já não me conheço bem, apesar de tantos anos tentando entender, qual o sentido das horas que passam e tudo se repete numa diferença igual. Irei fazer as malas e para onde me levar serei bagagem de mim por entre os terminais intermináveis na primeira estação que encontrar. Números que me levam a compreender a quantidade do que me parece ser e enumerar o que não sei dizer, cores para atenuar a diferença de cada lugar por onde passar, para lembrar do primeiro beijo, contato entre dois, que marca um só lugar...

segunda-feira, 19 de maio de 2008

"Perambulismo"...


Quero como água verter em chuva a tarde que caminha em mim, perambulando entre vagas de ausências do que ainda faltam no EU completo. São números os dias que se passam longe das lembranças que fazem sentir o cheiro ao fechar dos olhos. Por onde ando a perambular por mil rotinas, mas é sempre a tarde que divide o tempo oposto, guardado agora em mim o frio de agosto mesmo em outros meses. É fechar janela a embaçar o vidro, gotículas escorrem, são vestígios de mim, calor que se condensa de meus pensamentos. Não há paisagem sem minha presença constante mesmo distante a observar, o que há por fora, sem tocar a chuva que quase se cessa ao sorriso tímido do entardecer doce e nobre, trazendo consigo a noite a perambular sonâmbula, agraciando em si, única e exclusiva forma de..."perambulismo" total.

domingo, 13 de abril de 2008

Correr Pro Mar...


Eu não vou deixar, quase tudo que sei, me deixar levar o que ainda não sei. Se tudo brilhará lá longe, trará de volta o sol pra perto de mim, entre cores e formas que nunca desenhei. Não vou deixar a chuva dormir sem acordar em mim a gota, que me fará lembrar cheiro de terra boa, onde plantei sonhos e reguei com lágrimas, tristes e felizes também. Então porque não acreditar, que o vento passa e leva a nuvem carregada, para longe. É calor que arde a pele exposta, é suor que cai do rosto cansado, é mão de calo, é lua cheia, é plantação sim. É lavoura de ilusões, queimando os olhos de seca, mas que a chuva de sentimentos traz abraços de gotas e renascerá, tudo de bom, frutos de esperanças a acabar a fome da solidão de metropóle. Quero ver o mar, correr pra bem longe, aonde possa estar, felicidade escondida morando em algum lugar, perto das pedras onde as ondas não cansam de banhar...quero correr pro mar.

De Dentro Pra Fora...


São verdades, metades ditas do que ainda não sei, como chegar a um arranha-céus, escalando muros de papel e me vem lembrar alguém aonde quer que esteja, tão longe mas perto dentro de mim. Onde errei, já não importa mais, daqui pra frente é o que importa, verdades ditas de dentro pra fora. Que a tarde se vá e traga a noite alguém, ouvir o silêncio da tua voz nas frases perfeitas do teu olhar, porque a cura está perto dessa falta de fé do sentimento a dois, o que deixamos pra depois. Não quero andar por entre o "Eu" sozinho dentro de nós, refazendo um caminho tão veloz, só pra encontrar alguém, capaz de mudar o tom de tudo em volta e fazer o tempo parar na hora certa que chegar perto de mim e sentir o calor da sua presença, aquecida com a história de onde vem, com todas suas lembranças e estradas, por onde caminhou até chegar aqui, se misturando com minha vez de fazer parte dessa história, até se misturar em nós. Seguirei caminhos para encontra alguém que me faça ser... de dentro pra fora.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

O Mergulho...

Por entre portas abertas, ao entrar da noite, irei mergulhar no amanhecer de mim mesmo, até encontrar lembranças perdidas na poeira do tempo. E o relógio antigo de parede com seus ponteiros a marcar o tempo que esqueci nas lembranças de quimeras, onde era aprendiz surreal das cores desbotadas que pintei quando sonhei com o mergulho inerte ao alcance de suas mãos, foi o que avistei no fundo desse mar. Oceano de contemplação, dentro de lembranças que não eram mais. Vejo cores flutuarem feitos números e letras, crianças, castelos e areias. A onda a tocar meus pés ao entardecer, é tarde e o som da gaivota. Fecho os olhos, é fluido mergulhar por mim mesmo e é seguro depois do mergulho ao retornar segurar suas mãos...

A Observar o Vento...

O calor que vem de outras direcções, navegam em silêncio por entre noites em que trafegam só, cavando as ilusões e galgando construções dos pensamentos dissipados entre névoas imaginárias. Vento traz de volta o que respiro, suor e pele. Não haveriam sonhos se não fossem o fechar dos olhos nos dias frios em que busquei o sol, no sorriso, no rosto, em tudo que adorna o calor do seu contacto único e fraccionado, pelo espaço, tempo e lugar. Tentei guardar o vento em caixas de telas peneiradas, onde ele circulava livre e eu de fora o observava, contemplando assim sua existência imaginária dentro de mim, mas perceptível por fora ao tocar do seu sopro no meu rosto e no meu corpo feito um pensamento e um sentimento bom.

sábado, 29 de março de 2008

Um Jardim de Sentimentos...

O jardim que você plantou uma única flor, fez nascer um campo florido de sentimentos. Por onde me deitei à tarde, sem pensar em nada, para só pensar em nós, então fiquei olhando as nuvens formarem desenhos, que nem sei dizer qual formato tinham. Nuvens ou eram sonhos, que traziam a chuva pra molhar em mim e regar a flor que estava ali, foi quando percebi que cada gota, era um sentimento, um toque, um pensamento, uma palavra pronunciada por ti. E o que era pequeno, tornou-se imenso, o que era imenso, tornou-se jardim, que se resume a uma única flor que você plantou em mim... sentimentos.

A janela...

Queria ser uma janela para você entrar, trazendo cores que nem sei os nomes, deixando de fora toda tristeza. Seus raios de luzes iriam me atravessar, para clarear o interior dessa imensa sala vazia, onde velhos móveis um dia fizeram parte desse lugar, cortinas e cantos, poeiras e frestas, não mais haveriam após você entrar e ocupar cada canto desta casa, cada cômodo, cada lugar. Habitar aqui dentro e transformar essa velha casa em um lar. E então eu seria a janela, pra te guardar do que há lá fora e não deixar nada de mau passar. E seria abrigo, um simples e seguro lugar ou uma simples janela na qual só você iria passar.

sexta-feira, 28 de março de 2008

Bem Querer...

É o não querer de consumo que nos faz querer, acreditar que há um tempo pra tudo acontecer, a hora certa de encontrar alguém, para trazer de volta o que se perdeu, por entre os caminhos de pedras, por onde tropeçam sonhos do que procuro. Derrubar os muros que impedem a passagem do sol ao amanhecer. Ao meio dia sombra vinda de você, pra proteger em forma de abrigo invisível. Há um turbilhão de palavras, capazes de explicar o mundo, além do que se consegue ver, há um bem querer entre eu e você.

Outra Paisagem...

Há um lugar lá fora, aonde ainda não cheguei tão perto, por entre estradas de concretos há um caminho de atalho, uma flor vermelha despetalada no caminho de espinhos tão belos, que servem para proteger. Há um lugar vulgar dentro de mim, ao qual já não pertenço mais, desde o dia que me machuquei ao tentar colher, espinho que um dia me serviu de abrigo, hoje fere sem querer ao desprevenido olhar que insiste em querer tocar sem se contentar em apenas ver. Não há nada de novo, são os mesmos lugares, apenas olhares diferentes, que antes aquilo nunca viram. São folhas caídas no chão, imagens de outono beirando a perfeição em sua forma, é frio intenso em algum lugar, enquanto o sol atina em outro canto, é fora de ordem, é o mesmo rio que passa seguindo o curso, à deriva uma folha caída do outono outrora vindo em minha direção, trazendo pedaço de outra paisagem...

domingo, 23 de março de 2008

Sorte...

É sorte chuva fina no rosto, domingo, tarde, agosto. Carinho de brisa no corpo, dezessete meu número, chegada. É sol que carrego no bolso, menino adulto danado, carinho mulher olfato. É noite é festa, tem luzes, bebidas, sorrisos e agrados, amigos em volta é tudo. Viagens, caminhos e histórias, lembranças guardadas outrora, crianças atravessando a rua, cuidado. É jogo de bola no campo, é pipa no alto, encanto. Cachorro latindo vira-lata, é janela se abrindo bom dia! É começar de novo o dia, lembrar da noite alegria. É beijo no rosto sem jeito, friozinho na barriga perfeito, palavra engasgada no peito, vontade de dizer não é nada, sorriso e abraço de quem acalma. Banho tomado à tarde, cabelos molhados tão frescos, toalha deixada na cama, vestígio... mas sorte mesmo é ver você dormindo.

sábado, 22 de março de 2008

A Frase Perfeita...

Me diz qual o segredo dos teus segredos, diz onde moram seus medos, em qual noite de insônia você me transporta para os seus pensamentos, onde dentro de ti trafego em constante sintonia com os verbos dos teus receios. Me diz que dia é hoje, que não tive lembranças de quando caminhava numa estrada que "num" tinha cheiro de suas palavras lançadas ao silêncio dos segundos em que pensava em você. Me diz onde moram teus sonhos, aqueles em que se tocam, que tem cores, gostos e cheiros. Sim sinto cheiro de presença que impregna nos meus olhos fechados quando te vejo. Perfume doce de quem se aproxima, é vento que passa anunciando chegada, trazendo seus toques antes mesmo que você. É calor que vem de sua boca sussurrando palavras loucas, formulando assim... a frase perfeita.

sexta-feira, 21 de março de 2008

Sentimentos Anacrônicos...

Passado, amor e sonhos, atualidade, relações e medos. São marcas do que hoje se desvendam entre o correr dos ponteiros, entre tantas e tantos há um mundo de ofertas pra consumo do que somos. Nosso dia a dia são vitrines que nos expõe como mercado de livre acesso superficial e por aí vamos tão fáceis tocáveis, mas raramente atingíveis e o que há de errado com o que hoje somos? Superficialidade é o que buscamos não há tempo pra aprofundarmos, são milhares de opções, são pessoas disponíveis ao redor então porque se aprofundar em uma só. O que há de errado com o que buscamos, continuamos tocáveis porem trocáveis. Não! Eu não quero me perder assim nessa modernidade imposta, não quero ser acesso livre de consumo a qualquer um. Quero sim o que já é fora de moda, sentimentos capazes de atingir não somente esferas de limites superficiais. Eu quero sim o caminho que me leve de volta aos sentimentos anacrônicos...

terça-feira, 18 de março de 2008

Contemplação...

Quais são as cores que tem as palavras ditas de um coração cansado. Qual será então o formato de uma caligrafia com a palavra certa que cura ferida e a que também traz de volta a vida. Qual o preço então dessa alegria, serão festivas cartas não lidas, guardadas na gaveta que resume a vida. São historias contadas em meio conflito de multidão, onde ninguém presta atenção, lá se vai mais um coração. É uma folha que cai e não é vista, um momento esplêndido da perfeição, mas estamos preocupados com a rotina. É melhor parar aqui, quero contemplar o céu, ouvir o silencio das nuvens se moldando. É quando folha cai na minha mão, é quando vejo você e vejo então o que antes eu não via, é quando vejo formigas, sim formigas, é um mundo pequeno onde também existe vida. Então retorno ao coração onde vejo palavras ditas com cores de... contemplação.

Dentro de Mim...

Dentro de mim há um lugar, uma porta aberta pra você entrar, um lugar onde só você pode chegar, mas mantenha as luzes acesas por onde passar, nem eu mesmo sei o caminho, não sei como chegar até lá. Dentro de mim moram vontades, mas que ninguém ver. Há uma ruína de um velho labirinto, mas há um caminho que me leva a você, procure-me que te acharei. Deixe as portas abertas, quero ver a claridade entrar, preciso dessa luz que vem do seu sorriso, já passei dias de frios, já me fechei pro sol, mas os seus raios lume insistem em tocar cada célula ali exposta de onde brota o sentimento, por mim quero te ver passar, como dona desse lugar. Há perigo algum em que se perca aqui dentro de mim, acabou o dia já vem, traz seu vestido vermelho, quero te despir, de qualquer receio. Aqui o tempo não existe, nada é real nem as musicas e os cenários a não ser você... dentro de mim.

quinta-feira, 13 de março de 2008

Frases em Silêncio...

Vejo com os lábios as paisagens da pele ao tocar os olhos o gosto do cheiro que me impregna de você, na lembrança que eu guardo em mim. É tom, é toque, é pele, o tom rosado que se forma no rosto ao calor do toque que desliza a pele. É pele, é toque, é pêlo, sabor de lábios vermelhos, desejo. É um lugar comum, qualquer, são corpos a dois em um só movimento. Olhares fixados expressando frases em silêncio.